PSL: Projeto de Lei pode proibir rock e funk no Brasil Pular para o conteúdo principal

PSL: Projeto de Lei pode proibir rock e funk no Brasil

Deputado do PSL quer criminalizar músicas para “garantir a saúde mental das famílias”

Charlles Evangelista, deputado do PSL em Minas Gerais, apresentou em setembro deste ano um Projeto de Lei um tanto quanto polêmico: ele quer criminalizar estilos musicais que, tradicionalmente, trazem conteúdos "ofensivos," como palavrões e xingamentos.

O Projeto de Lei 5194/2019 poderia afetar seriamente diversos estilos musicais, como o rock, o funk e o rap - que não poupam palavras (ou, como diria o político, "expressões pejorativas ou ofensivas") na hora de compor.

A proposta é alterar o artigo 287 do decreto-lei nº 2.848, de 7 de setembro de 1940, que dispõe sobre o Código Penal. O artigo em questão está na seção sobre os “Crimes contra a paz pública” e trata da “apologia de fato criminoso ou de autor de crime”, que prevê detenção de três a seis meses ou multa.


“A criminalização de estilos musicais nesse sentido seria uma forma de garantir a saúde mental das famílias e principalmente de crianças e adolescentes que ainda não tem o discernimento necessário para diferenciar o real do imaginário”, explicou Evangelista.

Caso seja aprovado, o Poder Judiciário vai punir autores e cantores, para que sejam responsabilizados criminalmente.

"Este Projeto de Lei se baseia no fato de haver um grande desrespeito a moral pública, causado quando há a reprodução de canções que contenham expressões pejorativas ou ofensivas em ambientes públicos. O mal estar se deve ao conteúdo explícito das letras, que abordam temas de cunho sexual e, por vezes, fazem apologia a crimes. Desse modo, a criminalização de estilos musicais nesse sentido seria uma forma de garantir a saúde mental das famílias e principalmente de crianças e adolescentes que ainda não tem o discernimento necessário para diferenciar o real do imaginário.

Os estilos musicais que fazem apologia a situações descritas nesse projeto de lei não se referem à manifestação dos linguajares e costumes de uma parcela da população que é obrigada a viver a realidade que retratam nas músicas, pelo contrário, essa proposição visa inibir a linguagem que degrada a imagem de boa parte da sociedade.

Diante da popularidade que as músicas de diversos ritmos veem ganhando proporção, podemos perceber que estas se encontram com um nível defasado de letra PL n.5194/2019 e que na maioria das vezes agridem a imagem da mulher, apelam para o comportamento erótico e a existência de inúmeros palavrões.

Nossas crianças e adolescentes, com certeza, são vítimas desta apelação musical de cultura de massa, eles vão formando em sua postura social a concepção de que fazer o que diz nas letras de canções da moda, é normal e bonito, porque que quem não segue o que tá no auge é taxado de desatualizado. Dessa forma, é notável a transformação precoce deste sujeito alienado pelas músicas midiáticas do momento que perturbam o desenvolvimento da consciência humana antes do tempo de maturação necessária.

Diante da variedade musical existente, e que está ao alcance de todos, é que há uma necessidade de analisar bem que tipos de músicas estão sendo criadas e divulgadas, por isso há uma suprema necessidade de cuidar do que as crianças e adolescentes ouvem, para que não repercutam de forma negativa no decorrer do desenvolvimento da sua aprendizagem e formação social.

Com isso, conclui-se que os autores e cantores de qualquer estilo musical que tenham conteúdos pejorativos ou ofensivos devem ser responsabilizados criminalmente e punidos pelo Poder Judiciário, tratando-se a presente proposição em reafirmar o espírito maléfico de estilos musicais que incentivam de qualquer forma a propagação de crimes ou situações vexatórias, para tanto, peço aos nobres colegas parlamentares apoio na aprovação deste projeto."

Postagens mais visitadas deste blog

Assista:Cabo Daciolo diz que facada foi armada entre Bolsonaro e Malafaia

Cabo Daciolo afirma que Jair Bolsonaro não recebeu facada alguma
No ,vídeo ,Daciolo diz que a facada é falsa e que tudo faz parte de uma armação entre Maçonaria,Silas Malafaia e o Presidente.
Pelas suas redes sociais, Daciolo afirmou que não acredita que o presidente da República tenha realmente sido vítima de um atentado e que tudo não passa de uma grande farsa para encobrir a necessidade de Bolsonaro passar por uma cirurgia, para curar uma enfermidade. 


“Vou revelar algo que está no meu coração há muito tempo. Eu não acredito em facada de Bolsonaro nenhuma. Cabo Daciolo não acredita.
Vou dizer o que eu acredito: Bolsonaro estava com uma enfermidade e tinha que fazer uma cirurgia. E aí, a Maçonaria junto com a Nova Ordem Mundial montou todo esse espetáculo aí. É o que eu acredito, o que está no meu coração e estou revelando hoje para você. Se for de Deus o que eu estou falando aqui, isso tudo vai cair por terra em nome do Senhor Jesus Cristo”, disse Daciolo por meio de suas redes soc…

COMENTARISTA DA JOVEM PAN DIZ QUE IDOSOS DEVEM SE SACRIFICAR

Rodrigo Constantino,Comentarista da Jovem Pan, gerou revolta ao propor o sacrifício de idosos pela economia . Numa guerra, as sociedades sacrificam jovens de 20 anos os mandando para batalhas, onde muitos morrerão. Pergunta sincera, de adulto (exclui sensacionalistas hipócritas): se vc tivesse 80 anos, vc aceitaria se sacrificar por seus filhos e netos? E se for essa a dura escolha? — Rodrigo Constantino (@Rconstantino) March 25, 2020
A pergunta foi clara: VOCÊ sacrificaria? Tentei restringir aos adultos, mas bobocas infantis vieram aqui me acusar de eugenista. EU me sacrificaria pelos meus filhos e netos! Se você não faria isso, então o problema é seu. E isso diz muito sobre os SEUS "valores"...voltou a escrever 

A pergunta foi clara: VOCÊ sacrificaria? Tentei restringir aos adultos, mas bobocas infantis vieram aqui me acusar de eugenista. EU me sacrificaria pelos meus filhos e netos! Se você não faria isso, então o problema é seu. E isso diz muito sobre os SEUS "valo…

STF proíbe Bolsonaro de flexibilizar quarentena em qualquer estado do País

STF proíbe Bolsonaro de flexibilizar quarentena em qualquer estado do País e o aponta como "irresponsável" Decisão liminar do ministro Alexandre de Moraes impede Jair Bolsonaro de adotar qualquer medida unilateral para flexibilizar a política de isolamento e aponta o mandatário como "irresponsável" por atuar contra os protocolos internacionais de saúde

Não compete ao Executivo federal afastar unilateralmente as decisões dos governos estaduais que eventualmente tenham determinado restrição de serviços e circulação de pessoas em meio à pandemia do coronavírus. Com esse entendimento, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu parcialmente liminar pedida pela OAB na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 672.

O ministro atendeu parcialmente a pedido da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), segundo o qual o presidente Jair Bolsonaro tem atuado como “agente agravador da crise“. A Ordem alega que o governo “nem sempre tem feito uso a…