quinta-feira, 30 de abril de 2020

NOTAS FISCAIS PROVAM COMBUSTÍVEL SUPERFATURADO POR BOLSONARO,E STF VAI ATRÁS

 Fux leva notícia-crime contra Bolsonaro à PGR

O ministro Luiz Fux, do STF, encaminha à Procuradoria-Geral da República uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro. De acordo com reportagem da sportlight, Bolsonaro, quando era deputado federal, gastou R$ 4 mil, em média, em onze idas a dois postos de combustível.

Jair Bolsonaro encheu o tanque do carro com mais de mil litros de gasolina comum

Notas fiscais obtidas pela Agência Sportlight na Câmara dos Deputados mostram que o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria superfaturado os gastos com combustível durante o período de janeiro de 2009 a fevereiro de 2011, quando ainda era deputado federal.

Os documentos indicam que, em uma das situações, o então deputado teria abastecido o carro com mais de mil litros de gasolina comum, desembolsando R$ 2.608 em uma só vez.


A informação foi tirada da nota fiscal de um posto na Barra da Tijuca (Auto Serviço Rocar), zona oeste do Rio de Janeiro.
O cupom foi emitido  com valor de R$ 2.608,00 na ocasião.

Reembolso da Câmara dos Deputados equivalente à nota acima (Reprodução/Agência Sportlight)
Além desta, a situação teria se repetido outras 10 vezes em dois postos do Rio de Janeiro – Posto Pombal e Posto Rocar -, totalizando R$ 45.329,48 (valor corrigido pelo IGP-M, que calcula a inflação de preços de produtos e serviços, a partir da soma de cada nota). Isso significa que Bolsonaro gastou uma média de aproximadamente R$ 4 mil a cada ida nesses dois postos.



Todos os valores foram reembolsados integralmente e sem objeção com dinheiro público pela Câmara dos Deputados.

Outras incompatibilidades nos gastos chamam atenção além do valor altíssimo gasto em combustível. A primeira delas é que, em algumas datas, há registros de abastecimentos nos dois postos no mesmo dia, apesar do grande volume de litros comprados. Além disso, há também pagamentos registrados no Rio de Janeiro em datas em que as votações no congresso revelam que Bolsonaro estava presente em Brasília.

Esta situação aconteceu, por exemplo, no dia 2 de junho de 2009, quando Bolsonaro registrou em seu nome um abastecimento R$ 2542 – o equivalente a R$ 4.765,28 atuais – no posto Rocar, no Rio de Janeiro. No entanto, assinaturas nas votações no congresso indicam que, nesta data, o então deputado estava presente na Sessão Extraordinária nº 133, que se realizou em Brasília.

A mesma situação se repetiu em outras datas, como no dia 28 de outubro de 2009 e no dia 14 de abril de 2009. Em todas elas, o valor foi reembolsado com dinheiro de contribuintes pela Câmara dos Deputados, de forma conflitante com a legislação vigente. Isso porque uma alteração na legislação sobre verba indenizatória impossibilita que um valor gasto no Rio de Janeiro seja reembolsado quando, na verdade, o deputado estava em Brasília.

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